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Setor de açúcar do Brasil terá desalavancagem com maior geração de caixa, diz Itaú BBA

Postado em 24 de Novembro de 2020

O setor de açúcar e etanol do Brasil está em uma fase de redução da alavancagem com aumento forte das receitas, especialmente por boas vendas antecipadas fechadas para exportação do adoçante com um câmbio favorável, e deve ainda ser capaz de realizar investimentos, avaliaram nesta terça-feira especialistas do Itaú BBA.

“Estamos em ano de importante desalavancagem, a receita vai crescer mais rápido que investimentos, a receita cresce bastante, a geração de caixa cresce bastante, investimento crescendo de forma mais comedida em relação ao ano passado até porque o ano foi desafiador (pela pandemia)... (mas) é um ano de importante desalavancagem”, disse a jornalistas o diretor de Agronegócios da instituição financeira, Pedro Fernandes.

Segundo o executivo, o bom momento para o setor deve se estender para os próximos anos, com base no elevado patamar de antecipação nas vendas.

“Assim como a próxima safra também será (de desalavancagem), o câmbio deve ficar relativamente estável no ano que vem, o setor estará bem financeiramente em março de 2021 e estará bem em março de 2022, e dado o nível de fixação futura, independentemente de eventuais oscilações de preço do açúcar, acho que são anos em que o setor se recapitaliza”, acrescentou.

Ele disse que o preço da cana “vai subir um pouco, mas a receita cresce mais”, o que favorece a geração de caixa e a capacidade de aumentos de investimentos e desalavancagem.

“Nesta safra, veremos um aumento de receita de duplo dígito, vemos as empresas gerando muito mais caixa”, afirmou Fernandes, citando custos “controlados” de diesel e mão de obra na safra atual (2020/21).

“Tem uma sobra importante de recursos aqui.”

 


Fonte: Reuters