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Setor sucroalcooleiro perto de atingir meta

O fim do ano representa o andamento da safra de cana-de-açúcar no Estado de Pernambuco, é um período em que está nos meados da safra. Na parcial divulgada pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), a safra 2017/2018 apresenta entre agosto e novembro uma menor cadência de produção comparada ao mesmo período da safra passada. Até o dia 30 de novembro, tinham sido esmagadas 5,615 milhões de toneladas de cana, frente os 7,558 milhões de toneladas da safra anterior.

De acordo com o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, cada safra tem as suas peculiaridades, influenciadas por componentes ambientais e econômico-financeiro. “Nesta safra, as chuvas concentradas em agosto e setembro atrasaram o início da moagem da cana. Além disso, a agenda nacional do etanol foi desfavorável à competitividade com a gasolina”, explicou Cunha.

Existe um esforço da safra atual para manter os mesmos padrões da safra anterior, que foi de 11,6 milhões de toneladas. “Este período haverá um mês a mais de produção da cana. Ano passado, a safra foi concluída em fevereiro, este ano deve esticar para março. E a previsão é de gerar 11,5 milhões de toneladas para safra 2017/2018”, disse Cunha, acrescentando que faltam cerca de seis milhões de toneladas a serem esmagadas para seguir a quantidade da safra passada.

Com o processamento da cana, de agosto a novembro, obteve-se 418 mil toneladas de açúcar e 141 milhões de litros de etanol. Segundo Cunha, a meta de produção para Pernambuco é entre 15 a 17 milhões de toneladas de cana. Nos últimos dois anos, esse número estava na média de 11 milhões. “Houve uma queda substancial nesses últimos anos. A redução nas moagens foi em cerca de 25% a 30% influenciado pelo clima, já que não houve uma distribuição uniforme de chuvas”, analisa o presidente.

Para manter uma estabilidade e melhorar os números, o Sindaçúcar aguarda a aprovação do programa federal RenovaBio, que incentiva a competitividade dos combustíveis limpos, como é o caso do etanol, em relação aos fósseis, como a gasolina e o diesel. “O RenovaBio vai favorecer a retomada do ciclo de produção no Nordeste e a criar uma política previsível para os produtores”, destacou Cunha, esperando também uma maior estabilidade no clima para os próximos anos.


Fonte: Folha de Pernambuco