Clipping

Setor sucroalcooleiro também mira venda de açúcar aos EUA

Postado em 28 de Agosto de 2019

A formação de acordos comerciais é considerada importante para o fortalecimento do comércio de produtos agropecuários. Em relação ao acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), o setor sucroalcooleiro também poderá ter bons resultados. De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, além do pacto com a UE, o setor está em negociação com os Estados Unidos (EUA).

“O acordo Mercosul com a União Europeia foi assinado e precisa ser convalidado. O acordo estabeleceu uma cota de exportação para etanol e uma de açúcar. Por lei, essas cotas são dos produtores dos estados do Nordeste, mas se houver exportação dos estados do Nordeste para a Europa, abre-se ainda mais o mercado da região para os produtos da região Centro-Sul, beneficiando as empresas mineiras também”, explicou.

Outro pacto considerado importante será com os Estados Unidos, que está em negociação. “Os acordos comerciais são importantes, e o Brasil, nos últimos anos, estava fora desses processos de negociação. Os Estados Unidos, hoje, é o maior fornecedor de etanol importado do País, talvez o único. Os EUA têm o interesse de ampliar o mercado no Brasil. Nós temos todo o interesse de fornecer açúcar para os norte-americanos, que têm uma demanda grande e a produção interna é insuficiente”, destacou.

Sistema de cotas – Ainda segundo Campos, atualmente os EUA estabelecem cotas para o fornecimento do açúcar, e o Brasil tem cota pequena, de apenas 150 mil toneladas ao ano. Há um interesse do Brasil de exportar um maior volume de açúcar para os norte-americanos, abrindo uma parte do mercado nacional para o etanol dos EUA.

“O Brasil é o maior exportador de açúcar, e nosso interesse é abrir novas oportunidades, seja com o estabelecimento de cotas entre blocos ou livre mercado, porque somos competitivos. Sempre lembrando da reciprocidade. Hoje existe uma tarifa de importações de etanol no Brasil de 20% e a cota vence dia 31 de agosto. Os norte-americanos têm total interesse de ampliar a cota, porque têm excesso de produção. Concordamos em conversar, desde que os EUA abram o mercado para o nosso açúcar”, explicou Campos.

 


Fonte: Diário do Comércio