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Setor sucroenergético atuará na recuperação ambiental

O governo do Estado de São Paulo, por meio das Secretarias de Meio Ambiente e da Agricultura e Abastecimento, e entidades do setor sucroenergético assinam hoje, na capital, o Protocolo Agroambiental Etanol Mais Verde, cujo objetivo é promover a restauração ambiental.
O setor sucroenergético, representado pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única) e pela Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana), se comprometerá a atuar, pelos próximos anos, em prol da recuperação das áreas ciliares dos imóveis rurais próprios das usinas e dos fornecedores.
Em conversa por telefone com o Comércio, o secretário estadual de Meio Ambiente, Maurício Brusadin, frisa que esta será a segunda fase de acordo de cooperação entre o governo e o setor canavieiro.
A primeira etapa, o protocolo Etanol Verde, que começou em 2007 e terminou no ano passado, teve como principal medida a antecipação do fim das queimadas nas lavouras de cana no Estado. “Hoje, em Jaú e no Estado, não se queima mais cana, a não ser de forma criminosa ou acidental”, pontua o titular da pasta.
A segunda etapa – daí o nome Etanol Mais Verde –, cuja assinatura ocorrerá hoje, estará centrada em três objetivos. O primeiro é a restauração de áreas verdes nos terrenos das usinas e fornecedores, aumentando o número de árvores plantadas; o segundo é a recuperação de nascentes nos mesmos locais.
A terceira meta, que se trata de consequência das duas primeiras, prevê a recuperação da biodiversidade paulista. “Tenho certeza que no fim dessa fase vamos comemorar o aumento do número de macacos, onças-pardas e tamanduás no Estado”, projeta Brusadin. “A cidade terá mais área verde, mais biodiversidade, nascentes mais protegidas e uma melhor qualidade do ar”, completa. 
 
Prazos
 
As medidas de recuperação começarão a ser implementadas no segundo semestre deste ano. Para as usinas, as áreas a restaurar deverão ter seus projetos iniciados em até cinco anos, sendo 20% já em 2018, 40% em 2019, 60% em 2020 e 80% em 2021 – a totalização será alcançada em 2022. Os fornecedores terão um prazo maior, iniciando com 10% em 2019 para chegar a 100% em 2025.
Os signatários deverão se comprometer a realizar os cadastros dessas áreas no Sistema Informatizado de Apoio à Restauração Ecológica (Sare).
“O etanol é um combustível pouco poluente e que prejudica menos a saúde. Agora, assume-se esse compromisso a mais, de ampliar a biodiversidade e recuperar nascentes”, elogia o secretário. “Grande parte do setor já entendeu que, para que o etanol seja o combustível do futuro e ganhe o mercado internacional, é importante levar a sério os indicadores de sustentabilidade”, conclui.

Fonte: Comércio do Jahu