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Sindaçúcar faz balanço da safra 2020/2021

Postado em 15 de Dezembro de 2020

Somente nos três primeiros meses da atual safra, foram colhidas 6,7 milhões de toneladas de cana, número superior ao ano passado

O Sindaçúcar divulgou, na última segunda-feira (14), o balanço da atua safra da cana-de-açúcar, que teve início em setembro e deve continuar até março. De acordo com a instituição, foram esmagados cerca de 6,7 milhões de toneladas de cana até o final de novembro, volume 4,55% maior em relação ao mesmo período da safra 2019/2020. A quantidade também representa cerca de 50% da moagem da safra atual.

A produção de açúcar obtida até o momento foi de 505 mil toneladas, enquanto ano passado foi de 439 mil toneladas. Já a produção de etanol é de 186 milhões de litros, número menor do que na safra passada, que apresentava 279 milhões de litros durante o mesmo período. Esse aumento açucareiro se deve pela preferência por exportação.
“A safra atual é mais direcionada ao açúcar e menos ao hidratado por questões mercadológicas influenciadas, no caso do açúcar, pela desvalorização do real e fortalecimento consequente das exportações. Esse ano deve destinar uma maior parte para o norte da África, como Argélia, Egito e Marrocos e o Oriente Médio”, explicou o presidente do Sindaçúcar PE, Renato Cunha.
As chuvas também estão ajudando a colheita. “A safra se caracteriza por uma distribuição melhor das chuvas no último quadrimestre – setembro, outubro, novembro e dezembro. Esse período tem chovido com maior distribuição, não melhor. No Litoral Sul pode chover até 1.900 milímetros e no Norte, 1.600. Na Mata Norte chegará a aproximadamente a 1.100 milímetros”, analisou Renato Cunha.

No começo de novembro a expectativa era de que fossem colhidas 12,8 milhões de toneladas, o número agora é menor: 12,430 milhões de toneladas de cana. Na safra passada, foram 12,520 milhões de toneladas. Renato explicou que a previsão vai sendo ajustada mensalmente até o final da safra. “A safra atual é muito similar à anterior, porém é mais motivada na exportação do açúcar, que pode acrescer até 4 ou 5%. Também é uma safra onde a produção do etanol é um pouco menor. Como o período está menos úmido, a colheita é mais rápida, mas em compensação, o peso da cana diminui um pouco”, finalizou o presidente do Sindaçúcar PE.  

 


Fonte: Folha de Pernambuco