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Sobra de etanol nos EUA e Brasil aponta para excedente de milho sem mercado

Postado em 13 de Maio de 2020

Nos Estados Unidos, o governo reduziu para 125,7 milhões de toneladas o consumo interno de milho para processamento, sendo o etanol entre os maiores participantes.

No Brasil, a Conab aumentou a oferta nacional para 102,3 milhões/t do cereal, enquanto também a demanda para os etanóis despencou 50%.

Aqui, o biocombustível do cereal escorrega na mesma ladeira do produto da cana e adiciona perda de suporte em preços com a competitividade da gasolina, que cai junto com o petróleo.

Nos Estados Unidos, a queda do consumo e os menores preços impactam diretamente, já que se trata apenas de etanol anidro, misturado à gasolina. Antes da pandemia, esperava-se 140 milhões/t de milho no mercado interno.

Sobra etanol, sobra milho. Por consequência, os preços adormecem.

Os estoques americanos cresceram para quase 53 milhões/t, também segundo o relatório de ontem (12) do Departamento de Agricultura (USDA).

As estimativas para a segunda safra brasileira, em torno das 73/74 milhões/t também vão trombar com a indústria de ração abastecida, apesar de que os maiores volumes estejam disponíveis depois de julho.

As exportações nos Estados Unidos foram reduzidas para 45,1 milhões/t. E no Brasil patinam 2,9 milhões desde janeiro à primeira semana de maio e não devem explodir quando a safrinha de inverno começar a desovar mais volumes.

 


Fonte: Money Times