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Subsídio ajuda em vendas de açúcar da Índia para o Irã, dizem fontes

Postado em 16 de Outubro de 2019

Usinas indianas estão vendendo agressivamente açúcar da temporada passada para o Irã após o governo da Índia ter anunciado um subsídio para ajudar usinas em dificuldade financeira a exportar seu superávit, disseram cinco operadores de mercado.

As exportações da maior produtora global de açúcar ao Irã, que busca garantir sua segurança alimentar em meio às sanções dos Estados Unidos, podem colocar pressão sob os preços globais do adoçante, mas ajudariam a Índia a reduzir seus estoques, que derrubaram os preços domésticos.

Casas de “trading” contrataram para exportar para o Irã cerca de 350.000 toneladas de açúcar para embarques de outubro a dezembro a cerca de 21.600 rúpias (302 dólares) por tonelada na modalidade “free-on-board” , disseram as fontes comerciais nesta semana.

Elas contrataram ainda outras 150.000 toneladas para destinos como Sri Lanka, Afeganistão e países africanos, a cerca de 315 dólares por tonelada para embarques no último trimestre de 2019, segundo as fontes.

Nos mercados internacionais, o açúcar branco para dezembro fechou a 347,60 dólares por tonelada na quarta-feira.

“As usinas de açúcar em Uttar Pradesh estão bem ativas este ano. Elas estão vendendo açúcar para o Irã denominado em rúpias”, disse Rahil Shaik, diretor administrativo da MEIR Commodities India.

Sob sanções dos EUA, o Irã está bloqueado do sistema financeiro global, o que inclusive veta o uso de dólares norte-americanos em suas vendas de petróleo. O Irã aceitou vender petróleo para a Índia em troca de rúpias, mas só pode usar essas rúpias para comprar produtos indianos, principalmente produtos cuja produção doméstica não é suficiente.

A Índia aprovou um subsídio de 10.448 rúpias por tonelada para exportações de 6 milhões de toneladas de açúcar no ano comercial 2019/20, que começou em 1° de outubro. As casas de “trading” avaliam que o país deve exportar cerca de 4 milhões de toneladas devido à queda nos preços globais.

Por Rajendra Jadhav

 


Fonte: Reuters