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Syngenta prevê crescimento de dois dígitos no Brasil neste ano

Valdemar Fischer prevê boas vendas no mercado brasileiro, como em 2018

Os resultados da Syngenta no Brasil deverão superar o desempenho do segmento de insumos agrícolas em geral em 2019, afirmou ao Valor Valdemar Fischer, diretor regional para América Latina da multinacional de origem suíça controlada pela ChemChina, "Acreditamos que a indústria deva crescer um dígito, e nós devemos crescer dois dígitos", disse o executivo durante a Expodireto, feira organizada pela cooperativa Cotrijal em Não-Me-Toque (RS).

Fisher calcula que as vendas de agrotóxicos cresceram cerca de 15% no país em 2018. No ano anterior, houve queda de 7%, para US$ 8,9 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). Segundo ele, a Syngenta manteve a liderança no mercado brasileiro de defensivos mesmo após a aquisição da americana Monsanto pela alemã Bayer.

Depois de um 2017 difícil, em 2018 os negócios da Syngenta na América Latina voltaram a níveis considerados "normais". As vendas de agrotóxicos na região subiram 20% em relação ao ano anterior. Em sementes, o avanço foi de 55%, impulsionado pela aquisição da Nidera. As vendas totais da múlti na América Latina somaram US$ 3,6 bilhões. O Brasil responde por cerca de 20% da receita global da Syngenta, que somou US$ 13,5 bilhões em 2018.

"Esperamos que 2019 seja igual. Não precisamos que seja melhor", disse Fisher. Em 2018, com as mudanças na fiscalização ambiental na China e o consequente fechamento de diversas empresas químicas, houve falta de matéria-prima para a produção de agroquímicos no mundo.

Mesmo com a proximidade com fornecedores chineses, pelo fato de ser controlada pela ChemChina, a Syngenta também foi afetada pela situação. "Tivemos faltas, mas conseguimos contornar esses efeitos. Neste ano, não teremos falta de produtos. Vai ficar mais caro, mas não haverá falta", afirmou Fischer.

A estatal chinesa ChemChina mantém acordos com o conglomerado químico Sinochem que têm privilegiado a Syngenta. "Nós temos preferência na hora de receber o fornecimento. Isso deve evitar a falta de matéria-prima para a produção".

Em julho de 2018, o presidente da Sinochem, Ning Gaoning, foi nomeado presidente da ChemChina, substituindo Ren Jianxin. Apesar de ter o mesmo presidente, os dois grupos negam que tenham planos de unir suas operações.

Na área de sementes, a Syngenta planeja continuar ganhando participação de mercado brasileiro. Em 2018, com a compra da Nidera, a empresa acrescentou variedades de soja ao portfólio e passou do quarto para o terceiro lugar em participação de mercado.

A jornalista viajou a convite da empresa

Por Kauanna Navarro

 

 

 

 


Fonte: Valor Econômico