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Syngenta prevê crescimento de dois dígitos no Brasil neste ano

Postado em 13 de Março de 2019

Valdemar Fischer prevê boas vendas no mercado brasileiro, como em 2018

Os resultados da Syngenta no Brasil deverão superar o desempenho do segmento de insumos agrícolas em geral em 2019, afirmou ao Valor Valdemar Fischer, diretor regional para América Latina da multinacional de origem suíça controlada pela ChemChina, "Acreditamos que a indústria deva crescer um dígito, e nós devemos crescer dois dígitos", disse o executivo durante a Expodireto, feira organizada pela cooperativa Cotrijal em Não-Me-Toque (RS).

Fisher calcula que as vendas de agrotóxicos cresceram cerca de 15% no país em 2018. No ano anterior, houve queda de 7%, para US$ 8,9 bilhões, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). Segundo ele, a Syngenta manteve a liderança no mercado brasileiro de defensivos mesmo após a aquisição da americana Monsanto pela alemã Bayer.

Depois de um 2017 difícil, em 2018 os negócios da Syngenta na América Latina voltaram a níveis considerados "normais". As vendas de agrotóxicos na região subiram 20% em relação ao ano anterior. Em sementes, o avanço foi de 55%, impulsionado pela aquisição da Nidera. As vendas totais da múlti na América Latina somaram US$ 3,6 bilhões. O Brasil responde por cerca de 20% da receita global da Syngenta, que somou US$ 13,5 bilhões em 2018.

"Esperamos que 2019 seja igual. Não precisamos que seja melhor", disse Fisher. Em 2018, com as mudanças na fiscalização ambiental na China e o consequente fechamento de diversas empresas químicas, houve falta de matéria-prima para a produção de agroquímicos no mundo.

Mesmo com a proximidade com fornecedores chineses, pelo fato de ser controlada pela ChemChina, a Syngenta também foi afetada pela situação. "Tivemos faltas, mas conseguimos contornar esses efeitos. Neste ano, não teremos falta de produtos. Vai ficar mais caro, mas não haverá falta", afirmou Fischer.

A estatal chinesa ChemChina mantém acordos com o conglomerado químico Sinochem que têm privilegiado a Syngenta. "Nós temos preferência na hora de receber o fornecimento. Isso deve evitar a falta de matéria-prima para a produção".

Em julho de 2018, o presidente da Sinochem, Ning Gaoning, foi nomeado presidente da ChemChina, substituindo Ren Jianxin. Apesar de ter o mesmo presidente, os dois grupos negam que tenham planos de unir suas operações.

Na área de sementes, a Syngenta planeja continuar ganhando participação de mercado brasileiro. Em 2018, com a compra da Nidera, a empresa acrescentou variedades de soja ao portfólio e passou do quarto para o terceiro lugar em participação de mercado.

A jornalista viajou a convite da empresa

Por Kauanna Navarro

 

 

 

 


Fonte: Valor Econômico