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Temor de 2ª onda do coronavírus, agora com China, deve desafiar as commodities

Postado em 15 de Junho de 2020

Há uma boa dose de chance de os mercados financeiros e de commodities passarem por algum estresse nesta segunda-feira (15), a começar pelo petróleo. O teste será as operações na sessão asiática, que poderá dar o tom das primeiras negociações no Ocidente, após a renovação de temores sobre a expansão do coronavírus.

A China entrou no fim de semana isolando 11 bairros da populosa Pequim, com a detecção do ressurgimento de contágios a partir de um mercado de carnes, e aguardam-se novos reportes das autoridades neste domingo. Em Tóquio também há novos registros preocupantes, além do Irã.

E as estatísticas nos Estados Unidos, com mais 2,1% de casos em duas semanas – e ainda na expectativa de recrudescimento pelas manifestações de rua contra o racismo – atacando estados populosos como Califórnia, Flórida e Texas.

Sob temor de uma segunda onda da doença, resultando em novas medidas de contenção impactando as economias, ainda há o Brasil que nem chegou no pico da pandemia, e que acelera para ser tornar um dos líderes.

O petróleo, depois de renovadas altas, ao bater até em US$ 45 o barril, recuou para baixo dos US$ 40, já expondo o temor sobre as expectativas de consumo antes de a China relatar os novos casos da covid-19. Tanto que a expansão para mais dois meses dos cortes da produção pelos países da Opep+ não resultou em altas.

Na sexta, atravessou o dia em rali e fechou estável em US$ 38,73.

O cenário, que ainda depende do movimento do dólar index e o mercado futuro de ações nos Estados Unidos, também gera expectativas para as commodities agrícolas. A soja vinha se aproveitando nos últimos pregões em Chicago das compras chinesas dos exportadores americanos.

E o açúcar, por exemplo, voltou a perder o suporte acima dos 12 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, apesar de notícias fortes do déficit global que pode se acentuar no segundo semestre. A continuar com problema de sustentação do petróleo, e levando o mercado a enxergar mais etanol no Brasil, a commodity tende a se sofrer.

Em relação ao milho, o monitoramento diz respeito mais ao mercado de etanol nos Estados Unidos. A possível necessidade de retomada dos controles sobre o isolamento pode levar a menor consumo, como já vem ocorrendo com o petróleo, depois de reportados os estoques pela agência de energia e pela entidade nacional dos produtores.


Fonte: Money Times