Clipping

Tereos vê atividade na UE quase de volta ao normal após impacto do coronavírus

Postado em 31 de Julho de 2020

As vendas de açúcar na Europa estão gradualmente retornando aos níveis previstos antes da pandemia de covid-19, disse o grupo francês de açúcar Tereos nesta quinta-feira. Preços mais altos limitaram o impacto de medidas de isolamento adotadas contra o vírus sobre as atividades do grupo no primeiro trimestre.

A Tereos, segundo maior produtor mundial de açúcar em volume, depois da alemã Suedzucker, tem – assim como seus rivais – sofrido com os efeitos do surto de coronavírus, que abalou os mercados globais e reduziu a demanda por produtos como o etanol.

O lucro ajustado da Tereos antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) aumentou para 94 milhões de euros no primeiro trimestre até 30 de junho, ante 33 milhões no mesmo período do ano anterior.

As vendas caíram 4%, devido às atuais taxas de câmbio, para 967 milhões de euros, de 1 bilhão anteriormente.

A empresa disse que seu plano “Ambições 2022”, que visa melhorar seu desempenho e gerar um lucro operacional superior a 200 milhões de euros, tem ajudado a impulsionar os resultados.

“O forte momento de crescimento contínuo do Ebitda é sustentado pelos ganhos de desempenho do nosso programa de transformação Ambições 2022, aumento dos volumes vendidos do Brasil, pelo dinamismo do segmento de álcool e os preços sustentados na Europa”, afirmou a Tereos em comunicado.

Apesar de uma queda estimada de 3% no consumo de açúcar na UE devido à crise do coronavírus, a Tereos espera que o bloco permaneça com déficit de açúcar no próximo ano, devido à menor área plantada com beterraba sacarina e baixos rendimentos, uma perspectiva que tem apoiado os preços do açúcar na UE nos últimos meses.

No Brasil, a Tereos disse que deve se beneficiar de um aumento esperado nos volumes de cana processada, enquanto mais de 85% de suas vendas de exportação de etanol em 2020/21 foram fixadas nos mercados futuros globais antes da crise que provocou queda no consumo de combustíveis.

A dívida líquida do grupo era de 2,63 bilhões de euros em 30 de junho, ou 249 milhões de euros a menos na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas acima dos 2,56 bilhões no final de março.

 


Fonte: Reuters