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Trimble quer crescer em tecnologia para máquinas agrícolas brasileiras

A Trimble, conglomerado americano, elevou em 45% as contratações no Brasil desde junho, para algo ao redor de 50 pessoas empregadas pela empresa no país. Com uma participação ainda muito pequena, mas não mensurada pela empresa, o novo gerente geral global da divisão de agricultura da Trimble no segmento de Recursos Naturais, Abe Hughes, afirmou que a ideia é ampliar a participação no país.
 
A escolha do próprio Hughes para o cargo foi influenciada pelo fato de o executivo falar português. “Obviamente, eu falando português e o Brasil sendo uma prioridade para nós, tudo convertiu para eu vir para cá e levar adiante essa missão de crescimento”, disse. A Trimble, mais famosa pela fabricação de GPS, possui empresas, que estão nas áreas de agricultura, construção de infraestrutura, arquitetura, engenharia, transporte e logística, aplicações geoespaciais e construção de edificações.
 
No segmento de agricultura, a empresa desenvolve receptores para os sinais de satélites, bem como navegadores para guiar as máquinas agrícolas, direcionando pulverizadoras e fazendo cálculos mais precisos para aplicação de produtos.
 
Os sensores que ficam em áreas específicas das máquinas agrícolas também são desenvolvidos pela americana. Recentemente, a companhia comprou a empresa Müller-Elektronik, alemã especializada em controle de implementos e soluções para agricultura de precisão. “Com a Müller, a gente vai poder guiar e manipular muito melhor os implementos que vão atrás do trator”, disse Hughes.
 
Para o Brasil, Hughes afirmou que a empresa está avaliando novas parcerias para ter tecnologia já embarcada em equipamentos saídos da fábrica. Hoje, a americana tem uma parceria já firmada com a New Holand Brasil, da CNH, e 60% das colheitadeiras vendidas já saem com alguma tecnologia da Trimble de fábrica.
 
Eventuais fusões e/ou aquisições de companhias locais são avaliadas no mercado. No ano fiscal de 2016, a Trimble registrou receita de US$ 1,562 bilhão, alta de 1,9% ante 2015, e lucro operacional líquido de US$ 181 milhões, avanço de 17,2%.
 
Por Kauanna Navarro

Fonte: Valor Econômico