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UESC estuda produzir etanol a partir do bagaço do cacau

Postado em 8 de Dezembro de 2020

Os pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, estão desenvolvendo uma pesquisa para desenvolver um biocombustível a partir das cascas do cacau.

O PROCESSO DE PRODUÇÃO

No processo produtivo, é utilizado um malte produzido em uma micro cervejaria da UESC, que funciona como uma planta piloto do projeto. De lá, sai o bagaço utilizado no experimento, um composto rico, que pode ser hidrolisado e reutilizado em novos processos.

No laboratório as matérias orgânicas passam por hidrolise, um processo que "quebra" as partículas até formar uma molécula de açúcar. Depois de obtidos os resíduos, eles são secos, depois triturados. 

Na mistura da proporção dos dois resíduos é misturada uma solução ácida, que é levada a altas temperaturas, depois adicionadas enzimas, que são proteínas produzidas por fungos, que auxiliam na quebra dos resíduos. E uma vez obtido o açúcar, é conduzido a fermentação, formando o produto, chamado de BIOETANOL.

O Bioetanol recebeu esse nome porque a matéria prima é totalmente vegetal.

“O etanol é um composto que tem uma versatilidade incrível na indústria, e nas nossas vidas. Se todo mundo parar para prestar atenção, vai ver que o etanol está em vários momentos da nossa vida, tanto no carro quanto na composição de perfumes, cosméticos, farmacêuticos. Então o álcool é realmente muito importante”, conta Elizama Aguiar, responsável pela equipe de pesquisa da Universidade.

CACAU X COVID-19

Além de ser utilizado para a fabricação de álcool, a UESC ainda estuda a possibilidade de uma proteína do cacau ajudar na produção de uma vacina contra a Covid-19.

Carlos Priminho, professor da UESC, afirma: 

“É o cenário perfeito. A gente espera que funcione e que venha a gerar um possível fargo contra o vírus”.

*As informações são do GloboPlay - Bahia Rural


Fonte: Comunicação Grupo IDEA