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UNICA participa de negociações de acordo entre UE e Mercosul

A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) participou do briefing da segunda rodada de 2019 das negociações do Acordo de Livre Comércio entre União Europeia (UE) e Mercosul, realizada entre os dias 13 e 17 de maio, em Buenos Aires, Argentina. A participação da UNICA faz parte do projeto setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Durante a reunião, a coordenadora de Relações Institucionais da UNICA, Julia Tauszig , enfatizou que um acordo deve contemplar um volume de cota razoável para açúcar e etanol, em condições que permitam que a Europa acesse esses produtos. No caso do açúcar, espera-se tarifa zero para as exportações dentro da cota. “O governo brasileiro tem mostrado grande interesse na efetivação do acordo devido à importância para a nova estratégia econômica do país”, ressaltou.

Negociadores brasileiros informaram que o acordo está próximo de ser firmado, com relação às questões técnicas, e dependeria de uma próxima rodada de negociação, no nível ministerial, para definir temas mais sensíveis, sem consenso no âmbito técnico.

De acordo com eles, se tudo correr bem, o acordo poderia ser fechado ainda no primeiro semestre deste ano, mas nada pode ser afirmado com precisão. Especialmente considerando o contexto político atual, com eleições no parlamento europeu e presidenciais na Argentina.

Além do acordo com a União Europeia, o governo informou que tem interesse em trabalhar para obter acordos de livre comércio com países do EFTA (Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia), Canadá, e Coreia do Sul.

PROJETO

A Apex-Brasil e a UNICA publicaram, em fevereiro de 2008, estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana junto aos principais formadores de opinião mundial, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.


Fonte: UNICA