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Unica reforça defesa de tarifa sobre etanol dos Estados Unidos

Postado em 27 de Agosto de 2020

Diretor da entidade diz que Brasil é autossuficiente no combustível e que o livre comércio deve ter também abertura do mercado americano para o açúcar brasileiro

A União da Indústria de Cana-de-açúcar reforçou, nesta quarta-feira (26/8), a sua defesa da manutenção da Tarufa Externa Comum (TEC) para o etanol importado de fora do Mercosul. No relatório de acompanhamento de safra relativo à primeira quinzena de agosto, a Unica destaca que o mercao do combustível no Brasil é autossuficiente e ainda sofreu os efeitos negativos da pandemia de coronvírus sobre a demanda.

“O setor ainda sente o forte efeito da retração na demanda causada pela pandemia. Estamos distantes do que era considerado normal, por isso reforçamos a importância mantermos a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para o etanol estrangeiro que entra no Brasil”, analisa o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, no comunicado da entidade.

A discussão sobre a tarifa ganhou força por conta de uma pressão dos Estados Unidos para sua retirada. O país é grande produtor de etanol a partir do milho e quer mais acesso ao mercado brasileiro. Atualmente, o Brasil isenta de tarifas uma cota de 750 milhões de litros por ano do biocombutível norte-americano. A partir desse volume, a taxa é de 20%.

No início deste mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou com a possibilidade de impor tarifas sobre produtos brasileiros caso não houvesse uma redução das cobranças sobre o etanol. Ele chegou a dizer que é uma questão de reciprocidade e que, se um país impõe tarifas contras os Estados Unidos, deve haver equalização.

“O país (Brasil) é autossuficiente em biocombustível e o livre comércio precisaria vir acompanhado de uma abertura para dos EUA para o açúcar nosso”, argumenta Antonio de Padua Rodrigues, da Unica, na nota da entidade que representa as usinas de açúcar e etanol do Centro-sul do país.

 


Fonte: Globo Rural