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UPL conclui compra da Arysta e cresce em agroquímicos

Postado em 1 de Fevereiro de 2019

Carlos Pellicer, diretor da UPL: empresa se tornou a quinta maior do mundo

Seis meses após o anúncio da compra da Arysta, empresa de origem japonesa, pela indiana United Phosphorus Limited (UPL), a transação foi concluída e, a partir de agora, as empresas passam a operar de maneira integrada.

A UPL comprou a Arysta LifeSciense da americana Platform Specialty Products (PSP) por US$ 4,2 bilhões em julho do ano passado. Em 2019, a "nova" UPL, como tem sido chamada internamente, deverá registrar US$ 5 bilhões em vendas e US$ 1 bilhão em lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). As sinergias iniciais estão estimadas em US$ 200 milhões neste primeiro ano, conforme estimativas divulgadas durante o anúncio da transação.

"Uma aquisição desse tamanho e não tivemos de vender nada. Isso mostra a complementariedade dos negócios. As empresas nasceram uma para a outra", brincou o diretor de operações, de estratégia e inovação da UPL, Carlos Pellicer. No Brasil, o atual presidente da Arysta para a América Latina, Fábio Torreta, será o responsável pelas operações da UPL. Rogério Castro, que era o presidente da UPL no Brasil, deixará a companhia.

A empresa continuará com o nome UPL, mas definiu mudanças estratégicas, entre as quais o desejo de ter uma postura mais aberta a inovações e de estreitar parcerias com entidades estatais, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e com universidades. "Essa é uma filosofia forte na Arysta que queremos reforçar na UPL", disse Pellicer.

Com a compra da Arysta, a UPL passa a ser a quinta maior empresa do mundo em vendas de agroquímicos. Pellicer avalia que o Brasil será fundamental na estratégia para manter essa participação. "O Brasil é o nosso maior mercado. E vamos manter as duas estações de pesquisa que temos, uma que já era da UPL e outra da Arysta", disse o executivo, que é brasileiro, já foi presidente da UPL no Brasil e acumula a função de liderar a integração das operações globalmente.

Segundo o executivo, o país deve concentrar toda pesquisa e desenvolvimento de produtos para soja. "O Brasil é o maior produtor e faz sentido concentrarmos as pesquisas aqui", afirmou Pellicer. De acordo com Torreta, novo CEO no Brasil, será preciso fazer novas contratações no país. "Vamos ter de ampliar a nossa equipe aqui. Temos 400 pessoas e teremos de contratar mais".

Por Kauanna Navarro

 

 

 


Fonte: Valor Econômico