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Usaçúcar: dos desafios às oportunidades

Usina contribui para o desenvolvimento do PR e do MS

Ao longo dos seus 53 anos, a Usina de Açúcar Santa Terezinha Ltda. buscou priorizar a visão dos seus fundadores: vencer desafios e gerar oportunidades. A empresa foi criada a partir do empreendimento da Família Meneguetti, no distrito de Iguatemi, a 20 km de Maringá. Pioneira na cidade paranaense, a família se instalou, em 1946, em Maringá (PR). Julio Meneguetti, sua esposa Angelina e seus nove filhos vieram de Quatá e João Ramalho, em São Paulo, para trabalhar nas férteis terras de solo roxo do norte do Paraná com a lavoura de café. Três anos depois, resolveram desafiar as geadas que deixavam grandes prejuízos nos cafezais. E a solução para vencer a condição climática veio da cana-de-açúcar: em 1949, foi instalado um alambique para a produção de aguardente. Quinze anos depois, veio o empreendimento da fabricação do açúcar, e, após sete anos, já teve início a produção do etanol.

 

As apostas deram certo. Hoje, essa empresa familiar é a maior do segmento Açúcar e Álcool da região Sul do Brasil, segundo a Melhores e Maiores 2016 da revista Exame. A Usina Santa Terezinha está presente em 12 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul, empregando mais de 16 mil funcionários. Em 2016, a empresa produziu 1,8 milhão de toneladas de açúcar VHP, 430,9 mil m³ de etanol e 703 mil megawatts/hora de bioeletricidade, a energia elétrica produzida a partir do bagaço da cana.

Décadas de superação
Sempre cercada de desafios, a produção de açúcar na Usina Santa Terezinha foi um investimento ousado em 1964. Na época, por meio de uma cota do Governo Federal de 200 mil sacas por safra, os seis irmãos e o cunhado Alberto Seghese começaram a construir o edifício que abrigaria as máquinas e os equipamentos para a fabricação do açúcar no distrito de Iguatemi. O sonho da família se tornaria realidade naquele ano, com a liberação e autorização para o funcionamento das atividades na empresa. A Santa Terezinha seria a quarta usina a ser instalada no norte do Paraná.

Depois de sete anos de produção açucareira, a empresa maringaense começou a investir no etanol. De início, a capacidade em Iguatemi era de 6 mil litros por dia. Hoje, a produção anual da Santa Terezinha chega a 430,9 mil m³ de etanol – sendo 133,3 mil m³ de etanol anidro e 297,6 mil m³ de etanol hidratado.

Em 1975, um marco devastador no Paraná também foi um dos maiores desafios enfrentados pela Família Meneguetti: a geada negra. Não só nos canaviais, mas em toda a agricultura no estado, o frio intenso da madrugada arruinou as lavouras. Apesar disso, felizmente, no final daquela safra a Santa Terezinha conseguiu produzir cerca de 60% da colheita prevista. Naquela década, a comercialização voltada somente para o mercado interno foi desafiante, visto que a destruição das plantações deixou a economia em frangalhos.

Após a geada negra, somente os irmãos Meneguetti continuaram empreendendo na usina – Seghese partiu para outros negócios. A partir de 1978, por meio do Proálcool (Programa Nacional do Álcool) – desenvolvido pelo Governo Federal –, a Santa Terezinha ampliou a destilaria, estendeu o cultivo da cana e modernizou o parque industrial para a produção do açúcar no distrito de Iguatemi, visando à longevidade do negócio.

Mas, anos depois, o corte do Proálcool pelo governo federal provocou o fechamento de muitas destilarias paranaenses. Nesse contexto, partindo da visão dos seus fundadores, a Santa Terezinha iniciou uma fase de expansão, adquirindo três unidades produtivas: Paranacity (1987), Tapejara (1989) e Ivaté (1992). Em 1995, as quatro unidades da empresa, após decisão estratégica, passaram a exportar sua produção de açúcar como commodity em um mercado mundial livre e regulamentado pela oferta e demanda em bolsa de valores. Dois anos depois, a sede corporativa foi transferida para Maringá. Em 2002, o terminal logístico de Maringá começou a operar e, em 2003, foi a vez do terminal logístico de Paranaguá.

Além da Unidade Iguatemi, a Unidade Terra Rica também foi planejada e construída pela Santa Terezinha. Sua primeira moagem foi em 2007. Hoje, a empresa conta com 10 unidades produtivas no Paraná e uma greenfield em Mato Grosso do Sul. Outras seis unidades foram adquiridas: Unidade São Tomé (2006); Unidade Cidade Gaúcha (2010); Unidade Rondon (2010); Usina Rio Paraná S.A. (2010), em Eldorado (MS); Usina de Açúcar e Álcool Goioerê Ltda. (2012), em Moreira Sales (PR); e Costa Bioenergia Ltda. (2013), em Umuarama (PR).

Na última safra, juntas, as unidades moeram 18,3 milhões de toneladas de cana, cultivadas pela própria empresa em mais de 330 mil hectares de terras. Resultado que só foi possível graças ao empenho dos seus colaboradores e ao investimento em sua formação intensiva profissional e pessoal. Em 2016, foram mais de 141 mil horas dedicadas a treinamentos de pessoas – objetivando também a saúde e a segurança do trabalhador.

Do interior do Paraná para o mundo
Nesses 12 anos de mercado externo, a Usina Santa Terezinha se consolidou como 100% exportadora de açúcar VHP, concentrando a sua produção nesse produto e reduzindo os volumes na fabricação de etanol. Terceira maior exportadora de açúcar do Brasil nos últimos dois anos, vendeu para 26 países da América, Europa, África, Ásia e Oceania 5,5% do volume total de 28,9 milhões de toneladas exportadas em 2016, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Além dos dois terminais logísticos próprios, modais rodoferroviários, a Usina Santa Terezinha também é associada a empresas que operam em terminais no Porto de Paranaguá. Uma delas, a Pasa (Paraná Operações Portuárias S.A.), formada por sete empresas paranaenses, tem um terminal equipado com um sistema rodoferroviário com capacidade para absorver 16 mil toneladas por dia de açúcar a granel, que podem ser transportadas até 70% por ferrovia e 30% por rodovia. A outra é a CPA Armazéns Gerais, localizada no Porto de Paranaguá, e em Sarandi (PR), contando com uma estrutura de capacidade de armazenagem de combustíveis de 92 mil m³, distribuídos em 17 tanques, e 300 mil toneladas de capacidade de armazenagem de granéis sólidos.

Sustentabilidade e públicos de relacionamento
No decorrer de sua história, a Usina Santa Terezinha manteve transparência junto de seus públicos de relacionamento, atitude fundamental para construir a sua reputação de meio século. Investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação de processos que buscam aumentar a produtividade em uma operação sustentável reforçam ainda mais seus compromissos e trazem resultados constantes, como economia de água, geração adicional de bioeletricidade, racionalização de agrodefensivos, práticas de recuperação de áreas e plantio/colheita mecanizada de qualidade. Além disso, consciente de sua atuação no desenvolvimento onde opera, a Usina Santa Terezinha apoia projetos alinhados à sua visão estratégica e que estejam de acordo com as necessidades locais.

No ano de 2016, a empresa investiu em 182 instituições de 44 localidades de 37 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul. Estimulou crianças e adultos a cuidarem do meio ambiente, colaborando com a educação e com a saúde e mobilizando os colaboradores para o trabalho voluntário. Todos por uma só causa: o desenvolvimento sustentável.

 

 

 

 


Fonte: Revista Amanhã