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Usina Denusa conta com inseticida que controla broca-da-cana, broca-gigante, Sphenophorus levis e outras pragas de solo

Postado em 6 de Outubro de 2020

Inseticida Altacor, da FMC, apresenta ainda sistemicidade, seletividade e longo período de controle

Nos últimos anos, a broca-da-cana (Diatraea saccharalis) e o Sphenophorus levis travam uma disputa acirrada pelo posto de principal praga da cultura canavieira. A primeira pode ser encontrada em praticamente todas as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil. Já o Sphenophorus, conhecido também como bicudo-da-cana, ainda não se espalhou por todo o território nacional, tendo as principais infestações restritas ao Estado de São Paulo. No entanto, nos últimos anos, houve um aumento significativo de relatos de explosões populacionais nos estados de Minas Gerais e Goiás.

Com relação aos danos, não há muita diferença. Ambas as pragas causam severas baixas tanto à produtividade quanto à rentabilidade dos canaviais. Os prejuízos ocasionados pela broca vão muito além da lavoura, chegando até mesmo a impactar a qualidade dos produtos finais (açúcar e etanol). O Sphenophorus levis, por sua vez, acarreta falhas na brotação e redução de “stand”, ocasionando perdas cumulativas nos cortes, obrigando a reformas precoces dos canaviais, que muitas vezes não passam do segundo corte.

Para frear esses prejuízos e obter canaviais com excelência, os profissionais canavieiros apostam no Manejo Integrado de Pragas (MIP), que alia diferentes métodos de manejo visando manter as pragas sempre abaixo do nível de dano econômico.

Os inseticidas seguem como a principal ferramenta de controle, sendo fundamentais para o sucesso do MIP. No entanto, o mercado nacional conta com uma enxurrada de produtos disponíveis, com diferentes formulações, modos de ação e espectros de controle, criando muitas vezes a necessidade de utilizar diversos defensivos em uma mesma área, em função da alta pressão de diferentes tipos de pragas.

Principal inseticida do mundo e o segundo defensivo agrícola mais vendido do planeta – perdendo apenas para o glifosato -, o Altacor, da FMC Agricultural Solutions, é considerado como a molécula ideal para o manejo de pragas. Dentre as principais características do produto, destacam-se sua seletividade, sistemicidade e longo período de controle.

O gerente de desenvolvimento de mercado para cana-de-açúcar da companhia, Leonardo Brusantin, destaca também o alto poder inseticida do Altacor - seja na aplicação foliar ou diretamente no solo -, controlando com eficácia tanto a broca-da-cana quanto o Sphenophorus levis, além de excelente ação sobre as populações de broca-gigante e outras pragas de solo. “Esse produto veio para mudar, não somente o manejo de broca, mas também de outras pragas.”

O profissional ressalta os ganhos expressivos em produtividade decorrentes da aplicação do produto. “Ao ser associado para o controle de broca e de Sphenophorus, o Altacor entrega incrementos significativos de toneladas de cana por hectare, além de reflexos positivos na qualidade final da matéria-prima.”

O gestor agrícola da Usina Denusa, Antônio Oliveira, conta que, na safra 2018/19, o Índice de Infestação Final (IIF) de broca nos canaviais da unidade era de 5,5%. Para contornar a situação, a companhia adotou um sistema de manejo diferente, que integrava diferentes formas de controle. Seleção de variedades mais resistentes, manejo de colheita nas melhores áreas para tentar diminuir o índice de infestação; controle biológico com Trichogramma galloi e Beauveria e aplicação de Altacor para o manejo químico.

“No verão, como temos crescimento populacional de plantas e uma taxa vegetativa muito alta, entramos com o Altacor como primeira aplicação, logo no início do aumento das populações de broca. Em seguida, liberamos a Trichogramma e, por fim, aplicamos um fisiológico. Esse tipo de controle nos condicionou a diminuir a população drasticamente para 1,4% de IIF na safra passada.”

 


Fonte: CanaOnline