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Usinas da Jalles Machado têm maior e menor nota do RenovaBio até o momento

Postado em 25 de Julho de 2019

Diferença nas notas, ainda que compensada pelo volume produzido, gerou uma variação de R$ 3 milhões nas projeções de rendimento das unidades com a venda de CBios

Como parte do processo para ingressar no RenovaBio, as usinas de biocombustíveis precisam entrar em uma consulta pública de 30 dias. Durante esse período, os dados da companhia e os cálculos de sua nota de eficiência energético-ambiental ficam disponíveis para contestação.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente, oito usinas de etanol estão passando por esse processo. Entre elas estão as unidades Matriz e Otávio Lage, ambas localizadas em Goiás e pertencentes ao grupo Jalles Machado – elas poderão receber comentários até 16 de agosto.

Conforme os documentos disponibilizados pela SGS do Brasil, firma inspetora responsável pela apresentação dos dados da usina, há um contraste grande entre a eficiência energético-ambiental das duas unidades. Enquanto a unidade Matriz, localizada em Goianésia (GO), recebeu as maiores notas já vistas para o programa até agora – 68,3 gCO2/MJ para o anidro e 68,0 gCO2/MJ para o hidratado –, a usina Otávio Lage teve a nota mais baixa, com o etanol hidratado minimizando emissões de 56,0 gCO2/MJ.

Considerando também a participação da produção que é elegível para o programa – 99% para a Matriz e 92,09% para a Otávio Lage – esta distância se intensifica. Enquanto a primeira usina precisa comercializar 661,8 litros de etanol anidro ou 695,9 litros de hidratado para emitir um crédito de descarbonização (CBio), a segunda precisa de 908,3 litros de hidratado para gerar um único título. Ou seja, 30,5% a mais.

 


Fonte: novacana.com