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Usinas de etanol fecham acordos trabalhistas com reposição de inflação

Postado em 3 de Maio de 2021

As usinas sucroalcooleiras de São Paulo começaram a fechar os primeiros acordos trabalhistas da nova campanha salarial com os sindicatos de funcionários da indústria de etanol. Até o momento, todos os acordos estão garantindo a reposição da inflação dos últimos 12 meses, mas sem ganhos reais.

Já foram fechados acordos com os sindicatos regionais de São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Marília e Ipaussu, segundo a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar).

Os acordos são celebrados pelos 11 sindicatos regionais do Estado, que representam 23 mil trabalhadores, com 74 usinas e destilarias. Embora restritos aos funcionários da indústria de etanol, podem servir de base para as negociações com os trabalhadores das usinas de outras categorias.

Nas negociações encabeçadas pelos sindicatos ligados a Fequimfar, os sindicatos estão demandando ganho real de 2%, além da reposição da inflação, que no acumulado em 12 meses alcançava 7,68%. "Não vamos fechar acordo que não reponha a inflação", disse Sergio Luiz Leite, presidente da federação.

Os sindicatos argumentam que, apesar das perspectivas negativas que vigoravam no início da pandemia para o setor, o desempenho das usinas surpreendeu na última safra. As empresas, por sua vez, dizem que não contavam com a aceleração da inflação dos últimos meses.

Nas regiões de Marília e Presidente Prudente, os sindicatos e as empresas locais fecharam acordos que repuseram 100% do INPC dos últimos 12 meses e aplicaram uma correção de 2,46% sobre os salários de março, para compensar os reajustes nulos do ano passado.

Na região de São José do Rio Preto, foi fechado acordo para o reajuste de 7% nos salários e de 12,7% no vale-alimentação para refletir a pressão inflacionária sobre os alimentos, segundo o presidente da Fequimfar.


Fonte: Valor Econômico