Clipping

Uso de geotecnologia na restituição de linhas em cana-planta e cana-soca resulta em pelo menos dois cortes a mais

Postado em 15 de Abril de 2020

O sistema permite que a colhedora encontre a linha mesmo em áreas com cana entrelaçada

A colheita mecanizada de cana evoluiu e é realizada em quase 100% dos canaviais da região Centro-Sul do Brasil. Mas, é preciso admitir que se não for tomados cuidados, a colhedora agride a cana, provocando danos como pisoteio compactação do solo e arranquios da soqueira. Reduzindo a produtividade e a longevidade do canavial, consequentemente, elevando o custo da operação.

“Uma cana de primeiro corte, com vigor, com produtividade de 150 toneladas por hectare, acaba tombando, encobrindo as linhas. Com isso, o operador da colhedora não consegue identifica-las. Fica tentando acha-la e acaba entrando com a máquina a olho. Na maioria das vezes, pisoteia a cana com um equipamento de 17 toneladas, com o corte de base posicionado em um local errado, agredindo a cana e arrancando a soqueira. Reduzindo a cada ano a produtividade, tonelada de cana por hectare (tch) do canavial. Encontramos muitas áreas no 4° corte com produtividade de 50 toneladas por hectare. Essa baixa produtividade é resultado, em grande parte, da colheita mal feita”, observa o engenheiro agrônomo Wilson Mauad, diretor da Agritech Geotecnologia, empresa localizada em Piracicaba, SP e atende todo território nacional e Mercosul.

Para sanar este problema do setor, a Agritech tem à disposição os projetos de restituição das linhas do canavial, utilizando o georreferenciamento. A colheita mecanizada com piloto automático, permite que o corte seja centralizado na linha da cana. Evitando o pisoteio, a perda de cana e a compactação de solo.  A Agritech traça planos de colheita utilizando pilotos automáticos em colhedoras de cana, tratores, transbordos entre outros equipamentos agrícolas. Como restituição de linhas para colheita e tratos culturais. O uso dos pilotos RTK (Real Time Kinematic) e softwares integrados possibilitam total precisão nos projetos, gerando relatórios gerenciais e imagens para tomada de decisão.

RESTITUIÇÃO DE LINHAS EM CANA SOCA

Mauad, explica que a restituição de linhas em áreas de soqueiras onde já foi realizado o plantio sem os projetos digitais, pode ser realizada após a colheita e com o canavial entre 50 a 90 cm de altura das plantas. “Identificamos as fazendas, fazemos os planos de voos e solicitamos a liberação de voos na ANAC (Agencia Nacional de Aviação Civil). Após isso, a equipe da Agritech vai até a fazenda e faz um check list de entrada e inicia todos os trabalhos de mapeamento de imagens com uso dos VANT’s (Veículos Aéreo não Tripulados) de ultima geração, equipados com câmeras ultra modernas RGB, que nos dá a precisão milimétrica para excelência dos projetos. Depois, o material segue para nossos escritórios, onde os engenheiros, projetistas e topógrafos trabalham na finalização do projeto.”

A seguir, segundo Mauad, o projeto é disponibilizado ao cliente, tanto impresso em pastas como em pen drives, que serão instalados nos equipamentos: colhedoras de cana, tratores transbordos, etc. “Finalizamos com check list de entrega dos projetos, onde temos relatórios gerenciais e visita a campo com nossos técnicos até que seja confirmado e sanado todas as duvidas operacionais para o uso correto. Acompanhamos nosso cliente durante todo o processo, do início ao final junto a campo, tudo isso sem custos adicionais.”

OS GANHOS COM A RESTITUIÇÃO DE LINHAS

  • Os principais ganhos com a realização do projeto, de acordo com Mauad, são:
  • Geração de linhas de Plantio por meios de imagens áreas;
  • Operações Mecanizadas com Piloto Automático RTK;
  • Controle de Trafego na lavoura, evitando pisoteio e danos as soqueiras ou brotas;
  • Redução de Perdas na matéria-prima;
  • Maior longevidade dos Canaviais, Soja, Algodão, etc;
  • Projetos com relatórios gerenciais para tomada de decisão;
  • Colhedora e Trator têm que andar fora da linha da cultura, ou seja, transitar só nas entrelinhas, (Caminho Certo);
  • Utilização de barras de luzes para aplicação de vinhaças.  

Depende muito do terreno, da região, mas Mauad afirma que com a restituição de linhas o canavial ganha pelo menos mais dois cortes. “Ter alta produtividade por mais cortes é fundamental. O custo para formar um canavial está em torno de 90 reais por uma tonelada de cana, mas na hora de vender, pelo modelo Consecana, a cana sai por volta de 70 reais. Então, é preciso buscar soluções para ter um canavial mais produtivo por mais tempo e com menor custo.”

 


Fonte: CanaOnline