Clipping

Uso do etanol está mais atrativo na PB, aponta presidente do Sindalcool

O uso do etanol voltou a entrar na preferência do consumidor paraibano. A inflação constante no preço da gasolina impulsionou esse movimento, levando a um aumento de 75% nas vendas do combustível no estado nos oito primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Capital, esse quadro ganhou um impulso extra, resultante de quedas de preço que levaram o etanol a custar R$ 2,88 em alguns postos no final de semana, tornando- se mais vantajoso que a gasolina.

De janeiro a agosto de 2017, foram vendidos pouco mais de 46 milhões de litros de etanol na Paraíba. Em 2018, no mesmo período, esse número chegou a quase 81 milhões de litros. A gasolina, por outro lado, tem apresentado uma redução crescente nas vendas. Em janeiro de 2018, por exemplo, o combustível teve 2,3% a menos de venda que no mesmo mês em 2017. Já quando comparamos os meses de agosto, percebemos uma redução de 7%. Todos os dados são da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em João Pessoa, os baixos preços praticados por alguns postos têm feito o etanol ser bem mais vantajoso que a gasolina. Para fazer a comparação e decidir se deve optar pela gasolina ou pelo etanol, o motorista deve multiplicar o preço da gasolina por 0,7. Nesse caso, o preço deste último deve ser menor que o resultado para apresentar mais vantagem. De acordo com a última pesquisa semanal da ANP, que corresponde ao período de 23 a 29 de setembro, o preço máximo da gasolina na Capital foi de R$ 4,499, enquanto o preço mínimo do etanol foi de R$ 2,949.

Uma explicação para os baixos preços está na oferta maior de etanol das usinas e distribuidoras. “A safra de cana está quase no seu pico na Paraíba e neste período as usinas de Pernambuco e Alagoas, cujas safras maturam mais tarde, também já estão entregando etanol”, explicou Edmundo Barbosa, presidente do Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool (Sindalcool).

O excesso do produto no mercado e a variedade de distribuidoras para negociar permitem que os postos possam praticar um melhor preço, explicou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro/PB), Omar Hamad Filho.

 


Fonte: Portal PB Agora