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Veículos híbridos e combustíveis - Por Luiz Gonzaga Bertelli

Postado em 7 de Junho de 2019

Em breve, o etanol poderá ser usado em veículos híbridos, gerando a energia necessária para o motor elétrico.No ano de 2018, foram vendidos cerca de 4 mil veículos híbridos elétricos no Brasil, todos eles importados. O valor desse carro é considerável, eis que as peças são importadas, com a montagem entre nós.

Recentemente, a produção brasileira do automóvel híbrido foi divulgada em solenidade no governo estadual, quando os fabricantes revelaram que estão aplicando R$ 1,6 bilhão nas indústrias de Porto Feliz e Indaiatuba, podendo gerar cerca de 1 mil novos empregos.

Consoante os especialistas, os novos veículos vão rodar em média com 60% de eletricidade, produzindo menos poluição, além de serem mais econômicos que os automóveis à gasolina.Enquanto isso, o novo governo empenha-se na redução dos preços dos combustíveis, asseverando que a principal empresa estatal da Nação não terá mais interferência na política de preços.

Atualmente, impostos e subsídios continuam pesando na estrutura dos valores cobrados nos postos de abastecimento. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) muda de estado para estado. São Paulo tem a alíquota mais baixa da nação.A inadequada prática de preços internos para os combustíveis, mais altos que os internacionais, resulta na perda de mercado para a Petrobrás, colocando as refinarias de petróleo na ociosidade e o aumento da importação dos derivados pelas concorrentes.

Decorridos os cinco primeiros meses deste ano, após a forte instabilidade registrada durante a greve dos caminhoneiros, o preço da gasolina encontra-se mais estável no Brasil e o etanol mais competitivo.

Os menores valores foram observados em São Paulo, Pernambuco e Tocantins. Já os mais elevados, em Minas Gerais, Bahia, Amazonas e Rio de Janeiro.

Por ocasião da greve dos caminhoneiros, a diferença entre os preços mínimos e máximos do combustível chegou a 100%.

Para o Ministério da Economia, como uma das medidas para a retomada do desenvolvimento nacional, deverá haver o choque da energia e dos combustíveis mais baratos. Consiste num choque liberal, com o aumento da concorrência e fomentando investimentos na atividade econômica e venda de ativos das empresas estatais.

Ademais, dever-se-ia implementar uma política de maior transparência nos preços dos combustíveis, com a diminuição dos tributos, que correspondem a 40% dos preços finais.

Enquanto isso, a venda direta do etanol aos postos pode ser liberada, concentrando nas indústrias produtoras o recolhimento do PIS/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). Nos dias atuais, a cobrança é de responsabilidade dos fabricantes do etanol e distribuidoras.

Recentemente, nos Estados Unidos, foi debatida a maior viabilidade do etanol como biocombustível, a fim de combater as mudanças climáticas de gás e o efeito estufa. Ficou evidenciada a necessidade de maior divulgação das inquestionáveis virtudes ambientais, econômicas e sociais da produção do etanol brasileiro, extraído da cana-de-açúcar.

Naquele País, o etanol é produzido do milho, muito mais caro e mais complicado do ponto de vista ambiental.

Luiz Gonzaga Bertelli é diretor e conselheiro da Fiesp-Ciesp

 

 


Fonte: Jornal DCI - Diário, Comércio, Indústria e Serviços