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Venda de parte de uma fazenda e safra beneficiam a BrasilAgro

A BrasilAgro, companhia com foco no desenvolvimento de terras agrícolas com atuação no Brasil e no Paraguai, registrou lucro líquido de R$ 40,7 milhões entre abril e junho, o último trimestre de seu exercício 2017/18, fase final da última safra de grãos. Em relação ao mesmo período da temporada anterior, houve alta de 92,7%.

Na mesma comparação, a receita líquida total da empresa cresceu 33,5%, para R$ 147,2 milhões, sobretudo em razão da venda de parte de uma fazenda e da boa safra de soja no ciclo 2017/18, que bateu recorde e teve preços melhores que os esperados, por causa da quebra na Argentina e das disputas comerciais entre EUA e China. A receita da BrasilAgro com as vendas da oleaginosa aumentou 23,8%, para R$ 59,9 milhões, e no caso do milho houve queda de 8,7%, para R$ 4,3 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da BrasilAgro somou R$ 46,5 milhões, expansão de 2,5 vezes em relação aos R$ 18,3 milhões do mesmo trimestre do ano-safra anterior. Já o Ebitda ajustado da companhia, que inclui depreciação, receitas e despesas com a cisão da Cresca (sociedade que detém terras rurais no Paraguai) e resultados com operações de derivativos, ficou em R$ 64,6 milhões, alta de 18,3% ante o resultado também ajustado do exercício anterior.

No acumulado dos quatro trimestres da safra, a companhia teve lucro líquido de R$ 126,3 milhões, alta de 4,6 vezes ante igual período do ciclo anterior (R$ 27,3 milhões). A receita líquida somou R$ 296,7 milhões, aumento de 62,2%, o Ebitda avançou 12 vezes, para R$ 184 milhões, e o Ebitda ajustado triplicou e atingiu R$ 134,7 milhões.

A BrasilAgro destacou, em relatório, que vendeu neste ano duas áreas das fazendas Araucária e Jatobá. A venda da primeira área, por R$ 66,2 milhões, já consta no balanço de 2017/18, mas os R$ 177,9 milhões referentes aos 9,8 mil hectares vendidos da Jatobá entrarão no balanço de 2018/19. Após os negócios, o portfólio de propriedades da companhia passou a ser composto por 215,137 mil hectares divididos em seis Estados brasileiros e no Paraguai.

Por Kauanna Navarro


Fonte: Valor Econômico