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Vendas de gasolina na Índia saltam para níveis pré-pandemia em setembro

Postado em 1 de Outubro de 2020

As vendas de gasolina das refinarias estatais indianas aumentaram para níveis pré-pandemia de coronavírus em setembro, enquanto a queda nas vendas de diesel desacelerou, com o afrouxamento de restrições associadas à quarentena no país impulsionando o consumo de energia e a atividade econômica, mostraram dados prévios do setor.

No mês passado, as vendas de gasolina pelas refinarias estatais tiveram seu primeiro crescimento anual desde março, sustentado por uma suspensão gradual das restrições adotadas devido ao coronavírus, mesmo com a Índia sofrendo uma das maiores taxas de infecção do mundo.

O consumo de combustível da Índia-- um indicador da demanda por petróleo -- foi duramente atingido por uma quarentena nacional imposta em março para conter a disseminação da Covid-19.

As estatais indianas venderam 2,2 milhões de toneladas de gasolina no mês passado, um aumento de 1,85% em relação ao ano anterior, conforme a venda de carros de passageiros disparou e os motoristas dependem cada vez mais de veículos pessoais para se locomover em meio ao aumento dos casos de coronavírus.

As vendas de gasolina cresceram 10,5% em relação a agosto.

As vendas de diesel ficaram em 4,84 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação ao ano anterior, mas aumento de 22% em relação a agosto, de acordo com dados fornecidos pela maior empresa de refino do país, Indian Oil Corp.

Uma continuidade na recuperação das vendas de gasolina e diesel, que respondem por mais da metade do consumo de combustível refinado na Índia, ajudaria a melhorar ainda mais os níveis de utilização da capacidade das refinarias locais.

As empresas estatais IOC, Hindustan Petroleum e Bharat Petroleum possuem cerca de 90% dos pontos de venda de combustível no varejo na Índia.

Os varejistas estatais venderam 2,3 milhões de toneladas de gás liquefeito de petróleo em setembro, 5,3% a mais que no ano passado e 3,6% a mais que em agosto.

Vendas de combustível de aviação no mês passado subiram 23,4% na comparação com agosto, para cerca de 290.000 toneladas, mas caíram 53% ante um ano atrás, uma vez que restrições às viagens de avião permanecem em vigor.

 


Fonte: Reuters