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Vendas sobem e BR Distribuidora vê sinais de recuperação

Postado em 12 de Novembro de 2020

A BR Distribuidora encerrou o terceiro trimestre de 2020 com um volume de vendas de 9,4 milhões de metros cúbicos (m3), crescimento de 20,8% na comparação com o segundo trimestre. De acordo com a companhia, os resultados do trimestre foram marcados pelos primeiros sinais de recuperação da crise causada pela covid-19. O volume de vendas, no entanto, ainda está 9,8% abaixo do ano anterior, quando comparados o terceiro trimestre de 2020 com igual período de 2019.

O aumento em relação aos meses de abril a junho se deu principalmente em função da demanda de produtos do ciclo otto (veículos que rodam com gasolina e/ou etanol), diesel e coque. A empresa explicou que a recuperação tem continuado nas últimas semanas e que as vendas de diesel em setembro e outubro já estão acima dos volumes projetados para estes meses antes da pandemia.

A demanda por querosene de aviação também apresentou expressivo aumento no terceiro trimestre, com crescimento de 154% em relação ao segundo trimestre do ano, quando a paralisação do setor de aéreo foi mais aguda. Apesar da recuperação do setor, no entanto, os volumes continuaram 58,3% abaixo do terceiro trimestre de 2019.

Com isso, a distribuidora registrou lucro líquido de R$ 335 milhões no trimestre, queda de 74,9% na comparação anual. Em relação ao segundo trimestre, houve aumento de 78,2%. A receita líquida do trimestre foi de R$ 21,1 bilhões, valor 13,2% menor do que no terceiro trimestre de 2019, mas 42% maior do que no período imediatamente anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 834 milhões, avanço de 1,8% na comparação anual e de 2,2% em relação ao segundo trimestre de 2020.

A companhia conseguiu ainda aumentar sua participação no mercado para 26,6% no setor de combustíveis, avanço de 0,6 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre.

A BR Distribuidora informou que realizou um provisionamento de R$ 111 milhões, referentes à obrigação de aquisição de CBIOs, créditos de descarbonização do programa de estímulo aos biocombustíveis do governo federal, o chamado RenovaBio. A decisão ocorreu após a definição em setembro pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) do número de CBIOs a serem obrigatoriamente adquiridos pelas distribuidoras, referentes aos anos de 2019 e 2020.

O volume provisionado reflete a estimativa de 3/4 da obrigação total de CBIOs a serem adquiridos em 2020. A parcela já adquirida foi valorada pela média do preço de aquisição e o restante da provisão, ao preço médio do último dia do trimestre. “O reflexo destes custos na receita foi praticamente inexistente no trimestre, sobretudo em face da alta volatilidade dos preços de CBIOs em seus primeiros meses de comercialização”, acrescentou a companhia.

Por Gabriela Ruddy

 


Fonte: Valor Econômico