Entrou em vigor nesta quinta-feira (1) a alíquota única e fixa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na gasolina. Com a mudança, foi aplicada à cobrança de R$ 1,22 por litro em todo o país.
A princípio, o valor seria de R$ 1,45 e entraria em vigor apenas em julho. No entanto, a alíquota do ICMS foi reduzida para R$ 1,22 e adiantada em um mês.
Sobre o “sobe e desce da bomba”, o Agro Times conversou com Marcelo Di Bonifácio Filho, analista de açúcar e etanol da StoneX, para entender como fica o cenário dos combustíveis, assim como o trabalho das usinas.
O que mexe no mercado?
De acordo com Bonifácio, com o novo ICMS, a tributação na gasolina deve subir em 24 das 27 unidades federativas, assim como os preços.
Na visão do analista, as usinas já esperavam essa alta na gasolina, que eleva a demanda pelo etanol. Com isso, as indústrias moageiras anteciparam esse aumento, que resultou em alta nos preços do hidratado.
“Com a gasolina mais cara, as usinas tem segurado os volumes, esperando preços maiores, para ter um maior poder de barganha na hora de vender. A paridade estava acima de 70% na semana passada, mas olhando para as últimas semana, há um cenário mais vantajoso”, discorre.
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