Stellantis terá três híbridos nacionais e motor a etanol a partir de 2024

Stellantis terá três híbridos nacionais e motor a etanol a partir de 2024

Enquanto sociedades ao redor do mundo discutem como executar a transição da matriz energética do petróleo para a eletricidade, uma corrida paralela está em curso no Brasil: a do híbrido flex, veículo composto por um propulsor elétrico acoplado a um motor convencional que pode rodar tanto com gasolina quanto com etanol – sendo o combustível vegetal protagonista na equação, tal como foi durante o Proálcool, nos anos 1970.

Certas fabricantes instaladas no Brasil apostam que a combinação do etanol com a eletrificação é a solução mais eficiente para reduzir emissões de CO2, sobretudo a dos automóveis. A Stellantis (conglomerado constituído em janeiro de 2021 a partir da fusão da Fiat Chrysler Automobiles com a PSA Peugeot Citroën) é neste momento a maior defensora da causa.

Um estudo recente da empresa revelou que um veículo abastecido com etanol no Brasil emite 25,79 kg de CO2 após percorrer 240,49 quilômetros, enquanto um 100% elétrico baseado na Europa despeja 30,41 kg – isso considerando o conceito ‘do poço à roda’, em que são contabilizadas as emissões também no processo de fabricação do veículo, e não apenas o que sai do escapamento.

“Da frota circulante de aproximadamente 42 milhões de veículos, cerca de 10 milhões rodam com etanol. Logo, se o etanol tem quase o mesmo nível de emissões do carro a bateria, significa dizer que temos o equivalente a 10 milhões de carros elétricos rodando no Brasil atualmente. Qual o país no mundo que tem essa frota de elétricos? A China tem 6 milhões”, argumenta João Irineu, Diretor de Compliance de Produto da Stellantis para a América do Sul.

 

Forbes Brasil